FAPERON, Sindicatos e produtores de leite pedem providências do governo quanto ao preço do leite

A Federação da Agricultura e Pecuária de Rondônia (FAPERON), os Sindicatos dos Produtores Rurais e os produtores de leite foram pegos de surpresa com o rebaixamento dos preços pagos pelos laticínios do estado aos produtores no mês de abril de 2020. Em algumas regiões, o valor pago chegou a R$0,80 o litro, enquanto no mês de março o valor variou de R$1,10 a R$1,45 com as bonificações – valor este dentro do preço mínimo de referência do Conseleite-RO. Na comparação com o mesmo período de 2019, em maio o valor mínimo de referência padrão pago ao produtor foi de R$ 1,17.

“O setor produtivo investiu em rebanho, melhoramento de pastagens, instalações, insumos cada vez mais caros, tudo isso acreditando na parceria de trabalho forte entre indústrias e produtores rurais, mas o desrespeito e a falta de valorização dos nossos produtores responsáveis pela matéria-prima está trazendo revolta ao segmento”, desabafa Hélio Dias, presidente da FAPERON.

Na contramão do que é pago aos produtores, o que se observa nas gôndolas dos supermercados são preços nas alturas. O consumidor final chega a pagar R$29,00 pelo kg da muçarela, 500gr de manteiga de um laticínio local custa, em média, R$17,00. E mesmo com o acréscimo nos valores, vários estados da Federação registraram aumento no consumo de leite e derivados. A relação entre a alta nos preços dos insumos, o valor pago ao produtor e o que é cobrado do consumidor final forma uma balança desequilibrada.

Outra preocupação do Sistema FAPERON/Senar/Sindicatos/Produtores é com a desistência em massa da atividade, caso não haja o restabelecimento do pagamento do preço mínimo de referência para Rondônia. “Caso isto venha a acontecer, teremos sérios prejuízos à economia dos municípios e até mesmo do estado”, alerta Dias.

A FAPERON entende que a Secretaria de Estado de Finanças de Rondônia (SEFIN-RO) deve se posicionar neste momento de dificuldade para garantir o equilíbrio do setor produtivo, coibindo os abusos e o estrangulamento da cadeia produtiva no estado. “As indústrias são beneficiadas com incentivos e vantagens fiscais, o que é importante para a manutenção desse elo da cadeia.

O que queremos é que o produtor também seja visto como ponto chave da cadeia. Uma das reivindicações do setor leiteiro é a garantia do preço mínimo de referência por um período de 90 dias ou enquanto durar a pandemia e o contrato prévio de pagamento entre laticínios e produtores de leite, dando o mínimo de garantia e segurança ao produtor rural”, apela o presidente Hélio Dias.

O setor reivindica ainda que, passado os 90 dias deverá ser feita nova negociação de preços diretamente com os produtores e representantes da cadeia leiteira.

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