Entidades ligadas ao setor agropecuário propõem alternativas de equilíbrio nos preços praticados ent


O encontro virtual realizado nesta sexta-feira (08/05) entre os representantes dos diversos setores da cadeia leiteira e do governo estadual de Rondônia reuniu propostas de solução para a instabilidade no preço do leite pago aos produtores rurais no mês de maio. A Federação da Agricultura e Pecuária de Rondônia (FAPERON) defendeu a preservação do valor mínimo de referência estabelecido pelo Conseleite-RO, respeitando a referência do mês de maio de 2019, onde o preço pago ao produtor foi de R$ 1,17 L. “O preço preconizado pelo Conseleite Rondônia é o preço mínimo justo entre os custos de produção e a capacidade das indústrias”, disse o presidente da FAPERON, Hélio Dias. O mesmo raciocínio foi defendido pela Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Rondônia (FETAGRO). O Sindicato das Indústrias de Laticínios de Rondônia (SINDILEITE-RO) ficou de dar resposta, até a próxima segunda-feira, quanto a garantia dos preços mínimos apresentados na reunião.

Enquanto os produtores reivindicam preço e garantia no recebimento de suas remunerações, os laticínios declaram estar com estoques cheios e sem garantia de venda. Neste viés, foram propostas duas alternativas. A primeira, promover campanhas de incentivo ao consumo dos produtos internos, a fim de fortalecer a cadeia produtiva do estado. A outra, foi a de taxação de produtos vindos de outros estados na intenção de fomentar o consumo dos produtos internos. Ainda sobre este ponto, os preços nas gôndolas também deverão ser fiscalizados. O secretário de agricultura do estado, Evandro Padovani, anunciou que a SEAGRI, a Secretaria de Estado de Finanças (SEFIN-RO), a Polícia Civil e o PROCON-RO iniciarão blitz de combate a preços abusivos.

Outra proposta levantada foi a de criação de um subsídio ao produtor a ser pago pelo Fundo Proleite. A proposta inicial foi de R$0,10 por litro do leite. A Secretaria de Estado de Agricultura (SEAGRI) pediu prazo até segunda-feira (11/05) para analisar a viabilidade desta alternativa, uma vez que o Fundo está comprometido com projetos de apoio a cadeia leiteira aprovados recentemente. Novo encontro via videoconferência ficou agendado para o início da próxima semana, momento em que a SEAGRI e a direção dos laticínios trarão respostas às propostas feitas pelos representantes dos produtores.

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