Empresas brasileiras participam de rodadas de negócios em feira agropecuária no Paraguai

Quando chegou à Santa Rita (Paraguai) em 1991, o brasileiro Darci Bortoloso, que hoje é presidente da Cooperativa de Producción Agropecuaria de Naranjal (Copronar), já visualizava o potencial de crescimento da região, localizada a cerca de 95km de Ciudad del Este. E foi justamente atrás desse potencial que 13 empresas dos setores de máquinas, equipamentos e insumos para o agronegócio chegaram a Ciudad del Este na última segunda-feira (8), levadas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

A delegação cumpriu uma intensa agenda, envolvendo visitas a cooperativas locais e rodadas de negócios com empresários paraguaios, e já chegou a Assunção, onde a etapa paraguaia continua. Ainda em Santa Rita, a delegação fez uma visita técnica à Copronar, onde puderam conhecer as necessidades dos cooperados e as oportunidades de negócios na região. "Sempre buscamos um contato direto com as empresas que fornecem para a cooperativa e conhecer cada um pessoalmente é um passo importante para gerar confiança e conhecimento mútuo", destacou Bortoloso.

Entre as empresas brasileiras que e estiveram em Santa Rita, estava a Colly Química, fabricante de soluções para controle de pragas agrícolas. Empreendimento familiar criado há 16 anos, a Colly alcançou seu teto comercial no Brasil há cerca de cinco anos, que foi quando seus proprietários decidiram que era hora de procurar o mercado externo. "Chegou um momento em que o faturamento da empresa alcançou um patamar de estabilidade, o que nos despertou para as possibilidades existentes no mundo", conta o empresário Alexandre Andrade.

A empresa chegou a exportar de forma "amadora", segundo o próprio Andrade, uma iniciativa na qual teve dificuldades para seguir adiante. Pesquisando na internet caminhos para facilitar a exportação, os responsáveis pela Colly encontraram o Programa de Qualificação Empresarial (PEIEX) da Apex-Brasil e há dois anos fazem cursos de capacitação e recebem extensionistas do Programa para buscar melhorias na empresa. Para Andrade, a mudança foi substancial: "Minha irmã fez os cursos e sempre que retornava fazíamos reuniões para traçar novas estratégias e usar esse conhecimento para fortalecer a empresa".

Com isso a Colly conseguiu não apenas entender o que seria preciso para acessar de forma consistente o mercado internacional como também promover mudanças que impactaram positivamente sua atuação no mercado interno. "Temos uma armadilha adesiva para pragas que quase desistimos de produzir depois que um empresário de São Paulo passou a importar da China. Com as melhorias que aprendemos no PEIEX e implantamos, hoje conseguimos brigar em patamar de igualdade", explica Andrade. Apesar de ser sua primeira iniciativa exportadora após o PEIEX, Andrade se mostra confiante: "Acredito que além da qualificação para a empresa, o Programa é importante porque nos deixa mais seguros para negociar internacionalmente e atentos ao que é necessário observar quando conversamos com empresários de outros países".

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