Cinco perguntas para Adriana Rodrigues sobre o Programa Brasil Mais Produtivo

Adriana Rodrigues, coordenadora de Competitividade da Apex-Brasil, está animada. É que, desde o dia 6 de abril, o Ministério da Indústria e Comércio está com o Programa Brasil Mais Produtivo nas ruas, uma ação que pretende elevar a competitividade das indústrias brasileiras por meio do aumento da produtividade. São para ela as nossas cinco perguntas de hoje!

Blog da Apex-Brasil – O que é o Programa Brasil Mais Competitivo? Adriana Rodrigues – A ideia do Programa vem do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e consiste em levar consultores para empresas de pequeno e médio porte para aplicar uma metodologia chamada lean manufacturing, ou manufatura enxuta, que nada mais é do que fazer ajustes na linhas de produção para otimizar o deslocamento de empregados, a disposição de materiais, o controle de estoques e que, ao fim do processo, garante maior produtividade.

O Programa conta com vários parceiros como a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

BA – E qual o papel da Apex-Brasil no Programa? AR – A Apex-Brasil entra na seleção das empresas que se cadastrarem no site criado pelo MDIC. Após atenderem todos os requisitos do Brasil Mais Produtivo, analisaremos aquelas que possuem perfil exportador. Imaginamos que possamos selecionar cerca de 867 empresas, boa parte delas de programas já existentes, como o Projeto Extensão Industrial Exportadora (PEIEX). Mas claro que também abriremos espaço para aqueles que possuem perfil exportador, mas que ainda não são tendidos pela Apex-Brasil.

BA – Como as empresas podem se beneficiar desse programa? AR – O Brasil Mais Produtivo organiza a gestão dos processos. Ele aumenta a qualidade dos produtos e incentiva a busca contínua de melhorias. Para se ter uma ideia da eficiência do método, um projeto piloto foi feito pelo Sesi em 2015 com 18 empresas, e o retorno financeiro ficou entre oito e 108 vezes o valor investido em cada uma das participantes. O aumento da produtividade foi de 54%. Benefício é o que não falta.

BA – E o retorno para quem quer incrementar as exportações? AR – Olha, o aumento de produção promovido pela Manufatura Enxuta vai levar as empresas a uma condição de maior competitividade. Esse é um dos primeiros passos para o empresário começar a encarar desafios como pesquisa de mercado, promoção comercial, implantação de sistemas e certificação de produtos.

BA – O que você diria para um empresário de uma empresa exportadora que não dá muita atenção para a sua produtividade? AR – Só posso dizer que quando as empresas são mais eficientes, quando tem uma produção bem estruturada e tem ganhos em produtividade, elas, por consequência, aumentam sua competitividade. Quem quer exportar, tem que aumentar sua eficiência.

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