Biopirataria

Por Sabrina Matiello



Biopirataria é Crime



Dono de uma rica diversidade biológica, o Brasil tornou-se alvo de bandidos que roubam nossos recursos genéticos e biológicos com a intenção de comercializar em outros países, onde são patenteados com fins comerciais. O tráfico inclui, também, o conhecimento das populações tradicionais sobre a utilização de espécies da fauna e flora para a produção de remédios e produtos.

Este tipo de crime ocasiona a destruição das florestas, desequilibrando os ecossistemas, e os seres vivos ficam suscetíveis a ponto de entrar em extinção. Apesar do conceito de biopirataria ter surgido recentemente com a Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Diversidade Biológica, em 1992, a história da biopirataria na Amazônia começou em 1500, quando os portugueses roubaram o segredo de como extrair um pigmento vermelho do Pau Brasil para a fabricação de tintas e corantes.

O inglês Henry Wickham também marcou a história da biopirataria, após roubar uma carga com 70 mil sementes de seringueira e transportar em 50 cestos em um navio com destino à Inglaterra, em meados de 1870. Este episódio transformou as colônias inglesas, na Índia, nas maiores produtoras de látex do mundo, acabando com o ciclo da borracha na Amazônia.

Outras espécies foram roubadas e patenteadas fora do Brasil, como exemplo, o cupuaçu, a espinheira-santa, o açaí, a andiroba, a copaíba e o jaborandi. Animais como a jararaca também são traficadas e os principais compradores são colecionadores, zoológicos, indústrias de bolsas, couro e calçados e laboratórios farmacêuticos.

A biopirataria é atualmente a terceira atividade ilegal mais rentável do mundo. Desta forma, o Brasil, é o maior perdedor em relação a esse crime econômico e ecológico.

Saberes Furtados

Segundo Frederico Arruda, pesquisador da Universidade Federal do Amazonas, é preciso combater, também, a exclusão social, pois as pessoas que não estão integradas com a coletividade e sem informações, acabam tendo seus saberes furtados, ou ainda, acabam entrando para o ramo, por não possuir renda satisfatória para seu sustento, tornado-se assim um fermento para o tráfico.

A biopirataria está classificada na Lei Brasileira de Crimes Ambientais como crime contra a fauna e a flora. Mas para combatê-la, é preciso implantar fiscalização mais eficiente em nossas reservas naturais e legislação que discipline o acesso aos recursos brasileiros, definir políticas estratégicas e investir mais em pesquisas e tecnologia.

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