#BeInnovative: a maior empresa de cosméticos do Brasil definiu seu destino ao seguir um modelo inova

A frase “É em virtude do Uno (unidade) que todas as coisas são coisas” não fazia muito sentido para o garoto Luiz Seabra de 16 anos, mas algo na citação o cativou mesmo sem saber direito o que significava. Mais tarde, aquele menino que não entendia nada de cosméticos e que achava que beleza era preocupação só de mulher, acabou descobrindo que a enigmática frase do filósofo grego Plotino resumia, belamente, a missão que ele tinha pela frente.

Foi assim que Luiz fundou a Natura, empresa líder no mercado nacional de cosméticos, fragrâncias e higiene pessoal. Mas para chegar a esse patamar, a empresa seguiu uma trajetória de muitos desafios e se beneficiou de aspectos fortes da personalidade de seu fundador para criar uma integração diferenciada com os consumidores. Um processo que exigiu inovação na forma de vender e desenvolver seus produtos, e determinação em apostar em um sonho pessoal. Dois atributos da campanha Be Brasil, que promove um Brasil competitivo, estratégico e confiável no mundo dos negócios.

Para Luiz, dois aspectos são cruciais para o sucesso: identificação clara da necessidade a que se quer atender com o seu trabalho e, especialmente, responder com dedicação ao chamado da vida. "A criação da Natura correspondeu a esse questionamento, procurar entender que projeto a vida tinha pra mim. Mais que pensamentos, mais que a ambição concreta, havia emoção envolvida: a paixão pela linguagem que eu acreditava que estava nascendo. Eu acredito que, sem paixão pelo que se faz, o lucro demora a vir ou nem vem".

Em 1969 Luiz abriu a primeira lojinha na Rua Oscar Freire, em São Paulo. Ali descobriu que as pessoas não procuravam somente produtos de beleza. O que elas realmente queriam era melhorar a autoestima. Assim, Luiz acabou se tornando o primeiro consultor da Natura, antecipando o modelo de vendas que seria adotado cinco anos depois, e que até hoje é um dos pontos fortes da empresa, com mais de 1,37 milhões de consultores.

De lá para cá, a empresa cresceu, lançou um portfólio inovador de produtos (em aspectos como design, utilização de elementos brasileiros e reaproveitamento de embalagens) e ganhou reforços: Pedro Passos e Guilherme Leal, dois sócios que passaram a compartilhar com Luiz a presidência do Conselho de Administração da Natura. "O simbolismo desta cogestão continua nos nutrindo. Mesmo porque ser presidente único, não apenas obedece a um modelo de sociedade que está se esgotando, como também é uma lição para nosso próprio ego. Aprendemos a importância da alteridade, e assim a vida fica mais leve". Ainda na linha de frente está Alessandro Carlucci, presidente da empresa desde 2005.

Internacionalização

A Natura é uma gigante com receita de sete bilhões de reais e que ficou grande demais para as fronteiras do Brasil. A empresa possui operações em vários países da América do Sul e na França. O maior desafio da internacionalização é encontrar pessoas preparadas para abraçar o estilo de vida da empresa. “Ainda nos primeiros momentos de nascimento da linguagem fundadora da Natura, ficou claro para mim que a verdade liberta e que deveríamos ter uma via de desenvolvimento comprometidos com o exercício da verdade. E é por isso que acreditamos que há um grande espaço no mundo pra nossa atividade, para o desenvolvimento da Natura", relata Luiz.

A Natura está na França desde 2005. “Lá somos um negócio muito pequeno, mas desde o início sentimos uma receptividade a respeito da visão de mundo, da abordagem, fundamentos e valores da Natura”, declara Luiz. Ainda assim, para ele, a maior dificuldade para se expandir fora do país é o elemento humano. Segundo Luiz, o modelo de negócios da Natura implica em um payback de médio a longo prazo. Por isso, a estratégia é optar por países que facilitam a produção do sistema desenvolvido no Brasil, que é por meio da venda direta, da venda por relações. Nesse quesito, os países latinos saem em vantagem. “Na França, temos uma operação de venda direta, mas eles ficam deslumbrados que temos cerca de 3 mil colaboradoras. Entre Brasil e América Latina, já estamos próximos de um milhão e trezentas mil consultoras (dados de 2011). O grande desafio é encontrar pessoas já envolvidas com a competência, a linguagem e a cultura da Natura. Estamos pouco a pouco vencendo estes obstáculos”, enfatiza.

Lição de sucesso

O grande visionário que, com muito trabalho, crença no esforço coletivo e transformação humana, levou a Natura ao patamar em que se encontra hoje, acredita no poder da simplicidade e lealdade aos valores. E deixa, como lição empresarial, um ensinamento de vida: "devemos, como pessoas e empreendedores, saber e lembrar que o planeta é a nossa casa e precisamos cuidar dela. De nada adianta ter todo o dinheiro do mundo e desrespeitar a vida que nos habita. Temos que ter apetite pela vida, e é essa paixão que também temos pelos cosméticos e pelas relações humanas, que são os fundamentos e o capital maior que a nossa empresa tem. Se a gente se deixa alimentar por esse apetite pela vida, ele sempre vai nos levar, com certeza, a grandes êxitos".

Luiz ainda ensina: "Confiem no tempo, não vejam nele um inimigo. Na medida em que a gente entende que o tempo é um presente, compreendemos que ele é a matéria-prima da nossa vida. Então, eu vejo no tempo um grande amigo e uma grande promessa, porque é no palco do tempo que a nossa vida acontece. Depende de nós fazer dela uma grande e bela aventura".

Texto originalmente publicado em 18 de maio de 2014.

Conheça os detalhes da campanha Be Brasil em www.bebrasil.com.br/pt

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