ATeG Olericultura: Um caso de sucessão familiar no campo


Alexsandro Gomes Rauber, 20 anos, é um dos assistidos mais jovens da Assistência Técnica e Gerencial do SENAR-RO. Ele participa do único grupo da ATeG Olericultura, região de Vilhena (RO). O técnico de campo responsável pelos atendimentos aos produtores é o engenheiro agrônomo Irineu Pedro. Segundo Irineu, a propriedade da família Rauber é uma das que mais se destaca no grupo.

A esquerda, lavoura de couve-flor e a direita lavoura de repolho.


O produtor é disciplinado com as anotações. “Ele disse uma vez pra mim e pra Camila Xavier (supervisora) que agora ele sabe a importância de anotar. Sabe pra onde vai o dinheiro”, conta Irineu Pedro.

“Estou gostando dessa experiência com a ATeG, não aprendi muita coisa por conta de nós aqui estarmos no ramo da agricultura há mais de 20 anos, já sabemos muita coisa. Mais o Irineu vem me ensinando dosagem certa de adubos, entre outras coisas. Ele também tem aprendido com a gente o que ele não sabe. Aliás, ninguém nasce sabendo de tudo”. Esta fala do Alexsandro mostra a riqueza da relação que se estabelece entre produtor e técnico de campo, quando um vínculo de confiança é estabelecido. Uma relação de crescimento mútuo, que leva ao sucesso o empreendimento feito por ambas as partes.

Sucessão familiar

Alexsandro, hoje, trabalha na terra que o viu nascer, assumindo as funções que o pai já não consegue exercer devido à idade. “Desde que me entendo por gente trabalho na roça. Meus pais dizem que quando eu engatinhava já estava na roça. Atrapalhando, mas tava”, conta Alexsandro aos risos. Um clássico exemplo de sucessão familiar no campo. “Aos poucos meu pai vai passando para mim a lavoura, por conta dele estar ficando de idade avançada e não aguentar o que aguentava quando era novo.”

De acordo com o técnico Irineu, a família tem tradição na produção de folhagens no município. “Eles se destacaram como um dos maiores produtores de repolho do município de Vilhena. Hoje, o Alexsandro tem mais de 18 anos e está atuante na atividade. Fala que é o que gosta de fazer e quer continuar trabalhando com o pai”, diz o técnico de campo da ATeG. “Eu particularmente gosto muito do que faço e pretendo não parar e levar esse conhecimento para os meus filhos, aliás o agro não para…”, confirma Alexsandro.

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