ATeG Corte: Produtores devem atingir crescimento de 4@ por hectare no primeiro ano


Técnica de campo Taciane Alves e o gerente da Fazenda Fênix, senhor Vilson Basso, em Pimenta Bueno.


A Assistência Técnica e Gerencial do SENAR-RO para a pecuária de corte (ATeG Corte) completa um ano de programa em maio. Atualmente, 260 propriedades são atendidas. Ao todo, elas somam um rebanho de 70 mil cabeças de gado e produzem 200 mil arrobas por ano. “Porém, elas têm potencial para mais de 350 mil em função da quantidade de matrizes atendidas e a média nacional de produção”, afirma a supervisora, Rachel Leão Vieira. Embora a mensuração exata dos resultados da ATeG Corte será possível apenas com o fechamento do primeiro ciclo produtivo, que na cadeia da bovinocultura de corte leva ao menos 12 meses, a expectativa é elevar a produção em pelo menos 4@/hectare/ano.

A proposta é atingir este crescimento a partir da gestão correta da propriedade, de adequações no manejo e também adotando os cuidados com as áreas abertas, visando que elas continuem a garantir a produtividade ao longo dos anos. Jhonnatan Oliveira é técnico de campo em São Francisco do Guaporé-RO e atende 27 propriedades. Por lá, o engenheiro agrônomo tem auxiliado os produtores especialmente na correção de solo e no planejamento de forrageiras. “Não adianta apenas extrair, extrair… Quando degradado, o solo deixa de propiciar condições para a produção, então tem que repor os nutrientes”, relata o técnico. Ações que preveem a manutenção da terra também refletem nos lucros. “Se recuperarmos estas áreas, bem como agir preventivamente sobre as que não estão degradadas, podemos produzir sem a necessidade de abrir áreas novas, o que otimiza o capital que já está investido melhorando a taxa de retorno”, conclui Jhonnatan.

Hoje, a ATeG Corte conta com nove técnicos de campo, com previsão de serem 11 a partir de março. Entre estes profissionais encontram-se zootecnistas, veterinários, agrônomos e técnicos agropecuários. Ao todo, onze municípios rondonienses recebem a assistência para o gado de corte: Guajará-Mirim, Itapuã do Oeste, Ouro Preto do Oeste, Pimenta Bueno, São Miguel do Guaporé, São Francisco do Guaporé, Costa Marques, Novo Horizonte do Oeste, Vilhena, Chupinguaia e Cerejeiras. Até aqui, as principais orientações feitas à campo foram a implementação de tecnologias como inseminação artificial em tempo fixo, estação de monta, utilização de creep-feeding com milho e farelo de soja, adequação de suplementação mineral, reformas de pastagens, implementação de pastejo rotacionado e a padronização de lotes.

Gestão do negócio rural

Técnico de campo Leandro Aparecido com os funcionários da Fazenda 3 Marias, em Vilhena.


No que diz respeito à gestão da propriedade rural, a Assistência Técnica e Gerencial do SENAR-RO leva aos produtores um novo método com o suporte de Tecnologia da Gestão da Informação. Os dados colhidos pelo produtor são lançados no SISATEG – sistema de gerenciamento de dados desenvolvido pelo SENAR que fornece os indicadores e subsidia o técnico para a orientação do produtor, contribuindo para a tomada de decisão.

O principal desafio dos 29 produtores assistidos pelo Leandro Aparecido, agrônomo técnico de campo em Vilhena-RO, é quanto as anotações no caderno do produtor. “Antes do programa, apenas 5% deles anotavam alguma coisa. Outra questão é que muitos são empresários de outros ramos na cidade, acabavam misturando os ganhos/custos e se perdiam. Mas, depois que iniciamos o programa, estão separando as cosias, pois cada atividade tem que ser trabalhar como se fosse uma empresa”, conta Leandro.

Para a produtora Krislaine Reis, de Ouro Preto do Oeste-RO, a Assistência Técnica e Gerencial chegou em boa hora. Ela havia acabado de assumir parte da propriedade do pai e pôde começar a sua gestão com o suporte do SENAR-RO. “Antes, quem fazia era o meu pai. Ele tinha o controle dele. Hoje, quando falo que anoto tudo, que sabemos certo quanto gasta mensalmente… Nossa! Isso ajuda a ter noção real dos custos da propriedade. Coisa que a gente não contabilizava”, relata a produtora. No que diz respeito a parte técnica, o objetivo da Krislaine é o adiantamento do gado, expressão popular utilizada para se referir ao acabamento precoce.

Como a ATeG cumpre o propósito de ser um suporte ao produtor da porteira para dentro, o próximo passo do SENAR é estender essa relação de parceria da porteira para fora. Para isso, o projeto para o segundo semestre é a implementação de um novo serviço. “Teremos o que vamos chamar de gestores de agronegócio. Serão como consultores que farão todas as análises de mercado, por cadeia. Com isso, nossos produtores da ATeG terão acesso a informações sobre como e onde comprar insumos de modo a otimizar os custos, bem como quando e onde vender estes produtos”, explica Juvenildo Juvino, coordenador do Programa ATeG Rondônia.

O novo projeto vai favorecer a pecuária de corte, que já é uma das meninas dos olhos do estado. Isto porque a alta produção associada à qualidade coloca Rondônia em quarto lugar no ranking dos exportadores de carne bovina do Brasil. Além disso, de toda a produção estadual exportada, 56% vem do corte. Com esse potencial, o SENAR possui desafios a mais nessa atividade, já que lida com um grupo exigente de produtores que querem avançar nesse nicho do mercado internacional.

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